Antes de ser visto, um espaço é sentido.
A experiência de um lugar nasce da forma como ele envolve, acolhe e convida à permanência — e o paisagismo é o elemento que estrutura essa vivência com intenção e coerência.
No contexto da arquitetura contemporânea, o paisagismo deixa de ser pano de fundo visual e passa a atuar como camada sensível da experiência espacial, influenciando diretamente a forma como as pessoas percebem, utilizam e se relacionam com o ambiente.
A experiência de um espaço não acontece por acaso.
Ela é resultado de decisões projetuais conscientes, que consideram escala, ritmo, materialidade, vegetação, circulação e tempo.
O paisagismo atua como mediador entre:
corpo e espaço,
arquitetura e natureza,
permanência e movimento.
Quando bem concebido, ele organiza a experiência cotidiana de forma quase imperceptível — criando ambientes que convidam ao uso, à pausa e à convivência, sem necessidade de explicações.
Estudos em biofilia, neurodesign e psicologia ambiental demonstram que a forma como os espaços externos são desenhados influencia:
tempo de permanência,
sensação de conforto,
redução de estresse,
apropriação dos ambientes coletivos.
O paisagismo, nesse sentido, não atua apenas no campo estético.
Ele influencia o comportamento humano no espaço, orientando fluxos, estimulando encontros e criando ambientes mais equilibrados e agradáveis de viver.
Essa dimensão sensorial é especialmente relevante em empreendimentos residenciais e de uso coletivo, onde a qualidade da experiência diária se torna um diferencial real.
Trabalhar o sensorial não significa abrir mão de técnica.
Ao contrário: exige ainda mais precisão.
Projetar experiências sensoriais envolve:
leitura cuidadosa do contexto;
entendimento de proporções e escalas;
escolha criteriosa de espécies e materiais;
atenção ao uso ao longo do dia e das estações;
visão de longo prazo sobre maturação da paisagem.
O rigor técnico é o que permite que o sensorial seja coerente, durável e consistente, e não apenas um efeito momentâneo.
No Projeto Azzure, o paisagismo foi concebido como parte essencial da experiência do empreendimento.
Cada área externa foi pensada para:
acolher o usuário de forma natural;
favorecer a permanência e o uso cotidiano;
integrar arquitetura, vegetação e circulação;
criar ambientes que se revelam aos poucos, em diferentes escalas.
O resultado é uma paisagem que não se impõe visualmente, mas se faz presente na forma como o espaço é vivido — com leveza, equilíbrio e intenção.
No Studio Arcadia, o paisagismo sensorial é tratado como arquitetura de exteriores com consciência humana.
A experiência não é entendida como conceito abstrato, mas como consequência direta de decisões técnicas e espaciais bem fundamentadas.
Sob a direção técnica da arquiteta paisagista Yael Gossis, com experiência internacional e atuação orientada por sustentabilidade aplicada e leitura sensível do espaço, cada projeto busca criar paisagens que dialogam com o corpo, o tempo e o uso real — promovendo bem-estar, permanência e conexão.







