Please enable JS

BLOG

Descubra as últimas tendências e dicas exclusivas
img

Sustentabilidade Aplicada ao Paisagismo, com Rigor Técnico

23/12/2025

Sustentabilidade Aplicada ao Paisagismo, com Rigor Técnico

Sustentabilidade aplicada nasce de decisões técnicas conscientes e visão de longo prazo.
Ela orienta o projeto desde o início e sustenta qualidade, desempenho e coerência ao longo do tempo.

No paisagismo contemporâneo, sustentabilidade deixou de ser um atributo complementar para se tornar um critério central de projeto. Não se trata de adotar soluções genéricas ou repetir discursos ambientais, mas de compreender profundamente o contexto, o uso e o ciclo de vida do espaço desde as primeiras decisões.

Sustentabilidade como processo de projeto

Projetos paisagísticos verdadeiramente sustentáveis são aqueles em que as escolhas técnicas estão alinhadas ao lugar, ao clima, ao uso e ao tempo.

No paisagismo, isso envolve:

  • leitura precisa do contexto ambiental e urbano;

  • entendimento do comportamento humano nos espaços externos;

  • escolhas coerentes de espécies, materiais e sistemas;

  • racionalização de manutenção e recursos ao longo dos anos;

  • integração entre arquitetura, paisagem e infraestrutura.

Sustentabilidade aplicada é, antes de tudo, processo de projeto, e não resultado estético imediato.

Autoria técnica e responsabilidade profissional

A arquitetura paisagística exige autoria.
Autoria não como estilo, mas como responsabilidade técnica e conceitual.

Cada decisão projetual impacta diretamente:

  • o desempenho ambiental do espaço;

  • a qualidade da experiência cotidiana;

  • os custos de operação e manutenção;

  • a longevidade da paisagem ao longo do tempo.

Por isso, sustentabilidade aplicada demanda método, repertório e consistência — atributos que só se constroem com prática contínua, estudo e responsabilidade profissional.

Sustentabilidade aplicada em contextos reais e complexos

Esses princípios tornam-se ainda mais evidentes quando aplicados a projetos submetidos a condições ambientais severase a critérios rigorosos de desempenho.

Empreendimentos localizados em áreas litorâneas, com paisagismo em floreiras em altura, exposição constante à maresia, ventos e alta incidência solar, exigem decisões projetuais altamente qualificadas. Nesses contextos, o paisagismo deixa de ser decorativo e passa a atuar como infraestrutura viva, diretamente relacionada à durabilidade do edifício e à qualidade da experiência dos usuários.

É nesse tipo de cenário que a sustentabilidade aplicada se revela como prática concreta — e não como discurso.

O Projeto Twenty Five como expressão da sustentabilidade aplicada

O Twenty Five, empreendimento da construtora TRIAD, exemplifica de forma clara essa abordagem técnica e consciente do paisagismo.

O projeto conquistou três certificações relevantes no cenário nacional e internacional:

  • Fitwel, que reconhece edificações orientadas à saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida dos usuários;

  • PBE Edifica, programa voltado à eficiência energética e à redução do consumo de energia nas edificações;

  • GBC Brasil, que atesta práticas sustentáveis integradas ao projeto, à operação e à responsabilidade ambiental e social do empreendimento.

A participação do Studio Arcadia nesse contexto envolveu um estudo profundo de paisagismo aplicado às exigências de certificação, com foco na especificação criteriosa de vegetação nativa como estratégia ambiental, técnica e espacial.

Paisagismo técnico em condições extremas

O desafio do Twenty Five foi desenvolver o paisagismo em floreiras em altura, em frente mar, sob condições severas de maresia, vento e insolação — sem abrir mão de desempenho, durabilidade e sofisticação arquitetônica.

As decisões de projeto envolveram:

  • seleção rigorosa de espécies nativas adaptadas ao contexto litorâneo;

  • colaboração com biólogos e profissionais especializados, garantindo embasamento técnico e ambiental;

  • compatibilização entre exigências de certificação, arquitetura e manutenção de longo prazo;

  • construção de uma linguagem paisagística elegante, coerente com a arquitetura do empreendimento.

O resultado foi a especificação de 100% de plantas nativas, atendendo aos critérios das certificações e reforçando o compromisso ambiental do projeto — sem comprometer a estética, o desempenho ou a identidade arquitetônica.

Sustentabilidade como escolha consciente, não como estética verde

No Twenty Five, a sustentabilidade não foi tratada como imagem ou narrativa superficial.
Ela se materializou em escolhas conscientes, fundamentadas tecnicamente, capazes de sustentar o projeto ao longo do tempo.

Esse tipo de paisagismo exige:

  • conhecimento profundo de espécies;

  • domínio das condições ambientais específicas;

  • integração real entre disciplinas técnicas;

  • responsabilidade profissional em cada decisão.

É exatamente nesse ponto que a arquitetura paisagística especializada se torna indispensável.

Sustentabilidade, valor e longevidade

Projetos paisagísticos concebidos com visão de longo prazo:

  • envelhecem melhor;

  • mantêm qualidade espacial;

  • demandam menos intervenções corretivas;

  • preservam valor percebido ao longo dos anos.

Para incorporadores, gestores e investidores, isso significa menor risco, maior previsibilidade e ativos imobiliários mais consistentes ao longo do tempo.

Sustentabilidade aplicada não é apenas uma questão ambiental.
É uma estratégia de qualidade, durabilidade e valorização do projeto.

A abordagem do Studio Arcadia

No Studio Arcadia, a sustentabilidade é tratada como critério técnico estruturante, integrado à autoria e ao processo de projeto.

Sob a direção da arquiteta paisagista Yael Gossis, com experiência internacional e certificação LEED Green Associate, o escritório atua com foco em:

  • decisões conscientes desde a concepção;

  • integração entre arquitetura, paisagem e uso humano;

  • rigor técnico aliado à sensibilidade espacial;

  • projetos que mantêm desempenho e coerência ao longo do tempo.

Essa abordagem sustenta um paisagismo autoral, responsável e alinhado às demandas contemporâneas — sem excessos discursivos e sem soluções genéricas.